Sarampo está em 29 cidades do Paraná, 17 na Região Metropolitana de Curitiba

A Secretaria de Estado da Saúde informa que já são 429 os casos confirmados de sarampo em 29 municípios paranaenses. Deste total, 390 casos estão em 17 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, sendo 278 só na Capital. O Paraná estava a 20 anos sem casos de sarampo.

O sarampo é uma doença de fácil transmissão e que se espalha rapidamente. Nas treze semanas de monitoramento, o crescimento do número de confirmações e locais de ocorrência é grande. Somente na última semana 61 pacientes foram constatados com o sarampo, um crescimento de 17%.

O secretário estadual da saúde, Beto Preto, chama a atenção para o grande número de confirmações na faixa de idade de jovens adultos. “Nosso levantamento aponta que 227, dos 429 casos confirmados, são de pessoas na faixa etária entre 20 e 29 anos. São os nossos jovens, que não sabem se tomaram a vacina ou acreditam que não ficam doentes”, disse. “A vacina é uma forma de bloqueio do vírus. Se todos forem imunizados não teremos sarampo”, afirmou.

A segunda fase da campanha está acontecendo e segue até o fim do mês. O secretário lembra que há um grande público para atingir. “O Ministério da Saúde estimou que há quase 800 mil jovens sem vacina. Esta segunda etapa de vacinação é voltada a este público, jovens entre 20 e 29 anos”.

Curitiba é o município que apresenta maior quantidade de casos confirmados, são 278. Na região metropolitana ainda temos outros 112: 7 em Almirante Tamandaré; 3 em Araucária; 2 em Balsa Nova; 2 em Campina Grande do Sul; 3 em Campo do Tenente; 10 em Campo Largo; 26 em Colombo; 3 em Fazenda Rio Grande; 1 em Itaperuçu, 1 na Lapa; 1 em Mandirituba; 19 em Pinhais; 12 em Piraquara; 1 em Quatro Barras; 6 em Rio Branco do Sul; 15 em São José dos Pinhais.

Em Curitiba, do total de casos confirmados, 30 são importados (na maior parte, a provável fonte de infecção foi São Paulo), e em 248 a transmissão foi secundária (quando uma pessoa transmite o vírus para outra que não viajou) ou são casos em que não foi possível determinar a pessoa responsável pela transmissão ou o local em que ocorreu o contágio. Em apenas 13 casos foi necessária a internação hospitalar – todos já tiveram alta.

Além dos casos confirmados, a Secretaria Municipal de Saúde investiga, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), outros 373 casos suspeitos da doença no município – grande parte só pode ser confirmada após a realização de exame de sangue, coletado sete dias após o surgimento das manchas vermelhas na pele.

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