Caso Daniel: nova fase da investigação começa nesta terça-feira (13)

Os sete réus serão interrogados no Fórum de São José dos Pinhais

  

Os sete réus envolvidos no assassinato do jogador de futebol Daniel Corrêa Freitas, de 24 anos, serão interrogados a partir das 9h30, desta terça-feira (13), no Fórum de São José dos Pinhais. Além dos três membros da família Brittes – Edison, Cristiana e Allana – serão ouvidos Ygor King, David Willian da Silva, Eduardo da Silva e Evellyn Brisola.

A expectativa da juíza é que em até três dias todos os réus sejam interrogados. Nesta fase do processo, os suspeitos podem escolher por não falar. Cinco dos réus permanecem presos, Evellyn Brisola nunca foi presa e Allana Brittes conseguiu habeas corpus na última terça-feira (6), e deixou a prisão um dia depois.

Caso Daniel: os réus do processo

Os sete réus respondem por crimes diferentes. A partir desta terça-feira (13) todos serão ouvidos no Fórum de São José dos Pinhais, podendo ser estendido até quinta-feira (15). Confira aos crimes que cada um responde:

  • Edison Brittes (38 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor e coação no curso do processo;
  • Cristiana Brittes (35 anos):  homicídio qualificado por motivo torpe, coação do curso de processo, fraude processual e corrupção de menor;
  • Allana Brites (18 anos): coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor;
  • Eduardo da Silva (19 anos): homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;
  • Ygor King (19 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e corrupção de menor;
  • David Willian da Silva (18 anos):  homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menor e denunciação caluniosa;
  • Evellyn Brisola (19 anos):  denunciação caluniosa, fraude processual, corrupção de menor e falso testemunho.

Caso Daniel: Allana Brittes consegue habeas corpus uma semana antes do interrogatório

caso daniel allana
(FOTO: REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

habeas corpus de Allana Brittes, filha de Edison Brittes, assassino confesso do jogador Daniel, foi aceito por unanimidade pelos ministros da Sexta Turma do STJ na tarde da última terça-feira (6). O pedido foi feito pela defesa da ré sob a alegação de que ela foi orientada pelo pai quando cometeu os atos pelos quais é acusada.

A decisão permite que a jovem de 18 anos responda em liberdade pelos crimes de coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menor. No entanto, ela sofrerá algumas restrições como não poder se ausentar da região de Curitiba, não ter contato com os outros réus ou testemunhas do processo, não poder ir a bares e casas noturnas e se apresentar a cada dois meses em juízo.

A jovem deixou a prisão na última quarta-feira (7), porém, os advogados da família despistaram a imprensa na saída do réu. A suspeita é que Allana esteja na casa dos avós, em São José dos Pinhais.

Relembre o Caso

jogador Daniel foi morto brutalmente, na manhã de 27 de outubro de 2018, após uma confusão ocorrida na residência dos Brittes. Na ocasião, cerca de 15 pessoas estavam na casa participando de um after como continuação do aniversário de Allana Brittes, que havia ocorrido em uma casa noturna de Curitiba.

Daniel foi flagrado por Edison Brittes com sua esposa Cristiana Brittes no quarto do casal. Segundo o depoimento de Cristiana Brittes, ela teria acordado com jogador Daniel apenas de cueca no local. A defesa da família Brittes alega que o jogador tentou estuprar Cristiana enquanto os advogados da família de Daniel afirmam que tudo não passou de uma brincadeira infantil e de mau gosto do jovem.

caso daniel cama
(REPRODUÇÃO/ REDES SOCIAIS)

O resultado do flagrante foi o espancamento do jogador ainda na casa dos Brittes e seu assassinato na Colônia Mergulhão, em Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense. Ele teve seu pescoço parcialmente decapitado com uma faca de churrasco e o órgão sexual extirpado por Edison Brittes.

Eduardo da Silva, Ygor King e David Willian da Silva estavam presentes no momento em que o jogador foi morto em uma plantação de pinus. Todos negam a participação direta no crime. No entanto, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) não acreditou em suas versões e indiciou os três por homicídio.

Nos dias que seguiram após o assassinato do jogador Daniel, a família Brittes tentou convencer as testemunhas, que estavam na casa, a confirmarem que o jogador havia ido embora sozinho do local. No Instagram, Allana Brittes postou fotografia com o jogador como forma de luto, além de mentir para Eliane Corrêa,  mãe do jogador, sobre o que havia ocorrido. Edisson Brittes chegou a ligar para Eliane para dar os pêsames e oferecer auxílio em um momento tão difícil.

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