Moçambique: “Ciclone pode ter feito mais de 1.000 mortos no país”

| Mar 21, 2019

Além disso, mais de 100 mil pessoas correm perigo de vida

Após sobrevoar regiões devastadas pelo ciclone Idai, o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, falou à nação a respeito do número de mortos causados pelo desastre:

“Tudo indica que poderemos registar mais de mil óbitos”.

Além disso, mais de 100 mil pessoas correm perigo de vida.

Para fornecer assistência humanitária, o governo mobilizou aviões e um navio cargueiro e pediu ajuda internacional.

A Índia enviou três navios para a cidade portuária da Beira, com alimentos, roupa e medicamentos. Estão a bordo três médicos e cinco enfermeiros para prestar assistência médica imediata.

Dentro do país, o empresariado local lançou nesta terça-feira, através da Confederação das Associações Econômicas de Moçambique (CTA), uma campanha de angariação de donativos para apoiar as milhares de famílias atingidas. Ao agradecer as ajudas de dentro e fora do país, o presidente Nyusi recordou que Moçambique também ajuda os outros países quando enfrentam situações difíceis.

________

Paraná perde de virada pro Cianorte e crise explode

Em jogo fraco, Paraná Clube repete falhas, perde pênalti e fica em situação complicada na Taça Dirceu Krüger

O desânimo do Paraná Clube estampado após o gol do Cianorte. Foto: Albari Rosa

OParaná Clube jogou mal e perdeu para o Cianorte por 1×1 na noite desta quinta-feira (21), na Vila Capanema, pela terceira rodada da Taça Dirceu Krüger. A derrota complicada demais a situação do Tricolor, que precisa vencer o CR Cascavel e o Coritiba para ter chances de avançar à semifinal da segunda fase do Campeonato Paranaense.

+ Lance a Lance: Confira como foi o jogo no nosso Tempo Real

O técnico Dado Cavalcanti mudou a escalação e até o sistema para o confronto. Os volantes Itaqui e Alejandro Márquez entraram nas vagas do lesionado Fernando Neto e de Jean Lucas, respectivamente. A surpresa foi a entrada do meio-campista chileno, que sequer era cogitado na coletiva da semana, no lugar do meia-atacante. Jhemerson e Keslley, esse nem relacionado, foram as opções faladas pelo treinador. Dessa forma, o esquema tático mudou do 4-2-3-1 para o 4-4-2.

As mudanças surtiram efeito, pelo menos nos dez minutos iniciais, com duas oportunidades claras. Andrey foi lançado na área por Márquez, ganhou na velocidade e Silvio, que chegou atrasado, derrubou o atacante. Na batida, entretanto, Silvio chutou rasteiro no canto esquerdo do goleiro, que defendeu e segurou a bola com tranquilidade. Pouco depois, o arqueiro do Leão do Vale bateu tiro de meta nos pés de Jenison, que rolou para Andrey, cara a cara, tocar rente à trave.

Jenison marcou o gol paranista, mas perdeu um pênalti. Foto: Albari Rosa

Jenison marcou o gol paranista, mas perdeu um pênalti. Foto: Albari Rosa

Os gols perdidos diminuíram o ímpeto do Tricolor, que só chegava em erros do sistema defensivo do Cianorte. O meio-campo mais preenchido não resultou em ações ofensivas, já que os passes eram mais curtos e laterais do que incisivos e para infiltrações dos homens da frente. Em resumo, o time era previsível.

Com a bola trabalhada, teve somente uma jogada. Jenison fez o pivô, deu de calcanhar para Sciola, que passou para Alesson, na meia lua. O camisa 10 ajeitou e bateu forte, mas em cima de Silvio. De bola parada, Sciola até fez o gol, após bate e rebate na pequena área, mas em impedimento. O adversário só arriscou em chutes de fora da área – as quatro tentativas, entretanto, não levaram perigo. A equipe saiu vaiada para o intervalo.

Na segunda etapa, o Paraná tentou uma espécie de pressão e usou muito as faltas laterais e escanteios de Itaqui para abrir o placar. Rodolfo, de cabeça, subiu sozinho e mandou por cima do travessão, na única que incomodou. Pelo chão, Andrey chutou para fora depois de assistência de Jenison.

A dificuldade e inoperância criativa do time fez o comandante mexer. Jhonny Lucas, envolvido em negociação polêmica para a Europa, foi acionado para seu primeiro jogo do ano. O gol, porém, saiu no nono escanteio da partida. Itaqui bateu, a bola passou pela área e Jenison encostou para as redes. Na comemoração, o camisa 9 desabafou e bateu com a mão no peito. Foi o terceiro dele no Estadual e o sexto em 2019.

A resposta do Cianorte foi rápida e nem deu tempo do torcedor tricolor festejar. Inofensivo, o Cianorte só tinha aparecido em chute de longe de Gerônimo e cabeça de Raphael Alemão. Mas, em falta pela esquerda, Guioto cruzou e Montoya desviou no canto alto de Alisson para empatar.

Cavalcanti, então, decidiu colocar o meia Higor Leite para melhorar a saída de bola. O setor teve uma leve melhora, mas insuficiente para mudar a dinâmica do confronto. O meio-campista Jhemerson também entrou para dar maior criatividade. No entanto, nenhuma oportunidade era criada e o adversário soube se fechar bem. Para piorar, Felipe Santos, que tinha acabado de entrar, fez um golaço ao bater forte na diagonal e virou o marcador.

+ Confira a classificação completa e a tabela da Taça Dirceu Krüger

Com a derrota e três pontos, o Paraná é o quinto colocado do grupo B. No domingo, às 20h, o Tricolor recebe o Cascavel CR na Vila Capanema, pela quarta rodada da Taça Dirceu Krüger.

Ficha técnica

CAMPEONATO PARANAENSE
Taça Dirceu Krüger – 3ª Rodada

PARANÁ 1×2 CIANORTE

Paraná
Alisson; Eder Sciola, Rodolfo, Leandro Almeida e Guilherme Santos; Jeferson Lima (Higor Leite), Itaqui, Alejandro Marquéz (Jhonny Lucas) e Alesson; Andrey (Jhemerson) e Jenison.
Técnico: Dado Cavalcanti

Cianorte
Sílvio; Gerônimo, Montoya, Breno e Maurício; Sidnei, Guioto e Fernandinho (Felipe Santos); Felipe Ramón, Raphael Alemão (Matheus Nêgo) e Vandinho (Xavier).
Técnico: Cristian de Souza

Local: Vila Capanema
Árbitro: Murilo Ugolini Klein
Assistentes: Júlio César de Souza e Alexsandro Euzébio da Silva
Gols: Jenison 20, Montoya 21 e Felipe Santos 36 do 2º
Cartões amarelos: Guilherme Santos, Alesson (PAR); Silvio, Raphael Alemão, Sidnei, Fabrício (CIA)
Cartão vermelho: Guilherme Santos
Renda: R$ 27.730,00
Público pagante: 1.247
Público total: 1.698